… atrás do outro. Cada vez mais me convenço do quanto os grandes projetos são inúteis. Não digo que não tenhamos metas, planos e… até sonhos! Agora, fazer programações exatas é enxugar gelo. As coisas transmutam num piscar de olhos. De repente, o nada vira tudo e o tudo, se desfaz.


Por essa razão, sempre fui partidária de que a pessoa precisa ter um pouco de loucura para se tornar livre. Uma vez independente e libertada, a aceitação e o acompanhamento do fluxo da existência tornam-se brandos e agradáveis.


Curiosamente, nesse clima, não há como esmorecer. O entusiasmo se aproxima, automática e rapidamente. A sensação é única – de prazer.


Se pararmos para pensar, estamos constantemente atrelados à relação entre causa e consequência. É interessante fugir dessa conexão. Nem sempre a origem leva àquele resultado pretendido. Muitas vezes, pelo contrário. Os resultados transcendem à nossa visão.


A vida não pede lógica. Fazer sempre as mesmas coisas aguardando resultados diferentes… é pura regressão. O efeito é elástico – estica, estica, solta e… volta ao início. Que horror!


Todos nós temos uma bússola interna. Invisível, mas temos. Direcioná-la é uma arte e, como tal, quanto mais a exercitamos, mais alcançaremos o aperfeiçoamento.


O mundo está rebelde. Melhor me expressando, rebeldia sempre existiu; digo o mundo, porque antes, a rebeldia era individual e, agora, coletiva. Por quê? É simples. É consequência dos Twitters, Facebooks, Instagrams e outros frutos do avanço da informática.


Equilíbrio – sintonia com o universo – e gratidão são as chaves que abrem as portas do melhor viver.


A contaminação pela rebeldia é doença grave. Incurável.
A aceitação com tranquilidade do fluxo da realidade é nobre.
Subir, mentalmente, na cauda do planeta e partir para outra rumo aos acertos, é sabedoria.

Colunista: Clara Monforte | Advogada, colunista social e apresentadora de TV